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Ministros do STF temem ser alvo da Lei Magnitsky, diz político

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Um político com trânsito no Supremo Tribunal Federal afirmou ao jornal O Globo que ministros da Corte demonstram forte apreensão diante da possibilidade de sofrerem sanções previstas pela Lei Magnitsky. A declaração foi publicada neste domingo, 10.

De acordo com o relato, os magistrados estariam preocupados com o impacto que eventuais punições poderiam trazer “no estágio de vida em que se encontram”. O congressista não especificou se a expressão se referia à idade, à fase da carreira ou a ambos.

Idade e prazos de aposentadoria

O STF é composto por 11 ministros. Os mais próximos da aposentadoria compulsória, fixada aos 75 anos, são:

  • Luiz Fux, 72 anos – saída prevista para 2028;
  • Cármen Lúcia, 71 anos – 2029;
  • Gilmar Mendes, 69 anos – 2030.

Em seguida, aparecem:

  • Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, ambos com 67 anos – 2033;
  • Alexandre de Moraes, 56 anos – 2043;
  • Flávio Dino, 57 anos – 2043;
  • Dias Toffoli, 57 anos – 2042;
  • Kassio Nunes Marques, 53 anos – 2047;
  • André Mendonça, 52 anos – 2047;
  • Cristiano Zanin, 49 anos – 2050.

O que prevê a Lei Magnitsky

Adotada pelos Estados Unidos, a legislação permite a aplicação de sanções econômicas e restrições de visto a pessoas acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção. As medidas costumam afetar a reputação e a circulação internacional dos atingidos.

No fim de julho, o ministro Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sancionados pelo governo norte-americano com base nessa lei, fato que intensificou o receio entre outros integrantes do tribunal.

Com informações de Revista Oeste